O Manifesto ::
São Sebastião do Passé, 1º de Agosto de 2004.
Manifesto de São Sebastião do Passé
Perspectivas e Sugestões para o Teatro
Amador na Bahia
Reunidos
na Casa da Cultura Maestro Manoel Gomes, em São Sebastião do Passé,
num encontro promovido pelo Departamento de Cultura da Secretaria
de Educação e Cultura da Prefeitura local, representantes do Teatro
Amador dos municípios de Jequié, Camaçari, Simões Filho, Catu,
Santo Amaro da Purificação, São Sebastião do Passé e Salvador
participaram do I Fórum Intermunicipal de Teatro Amador, de 29
de julho a 1º de Agosto.
Após intensas e produtivas discussões, os participantes
chegaram às seguintes conclusões:
1 –
Teatro Amador é o filho pobre da arte moderna, sofrido e alegre,
necessitando de recursos, feito com qualidade, prazer e amor;
2 –
Seu objetivo é educar de forma abrangente para a adversidade,
sendo um movimento cultural, atuante, crescente, formador de opiniões,
merecedor de valorização como arte nas suas infinitas funções.
Queremos reconhecimento das autoridades, respeito, direito de
sobrevivermos do que fazemos, com a mesma arte e riqueza de todas
categorias artísticas;
3 –
O Teatro Amador abrange geradores e condutores de conhecimento,
que mostram os problemas da sociedade, entre outras coisas e fazem
as pessoas refletirem sobre eles. Queremos que nossos
espetáculos sejam vistos como obra de arte, atuante dentro da
comunidade, favorecida com as mensagens que transmite;
4 – Em relação ao apoio de que
necessita das instituições publicas, o Teatro Amador carece de
o Poder Público Municipal criar uma legislação que proporcione
recursos para a sua manutenção, nos moldes de um Fundo Municipal,
para o que mister se faz a intervenção da Câmara de Vereadores
de cada município, além das alterações necessárias nas leis de
incentivo Estadual e Federal que venham minimizar o distanciamento
das atuais leis e o Teatro Amador;
5 –
A respeito do sindicato que rege as atividades da categoria
,os participantes do Fórum acreditam que deve haver um relacionamento
de respeito entre os amadores e a entidade, mesmo não sendo sindicalizados,
possibilitando a eles se apresentarem em qualquer teatro ou espaço
cultural, não dependendo de um documento para comprovar a capacidade
do artista amador. Pedimos igualdade no que se relaciona a burocracia
existente e benefícios por parte do sindicato.
Por fim, se faz necessários que as
conclusões objeto do presente manifesto sejam alvo de incontida
atenção das autoridades e pessoas outras ligadas às atividades
do teatro e cultura como um todo, a fim de que novos horizontes
sejam abertos e vislumbrados para o Teatro Amador na Bahia.
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